domingo, 19 de março de 2017

19 de Março - Dia de São José

 

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        O culto a São José começou provavelmente no Egito, passando mais tarde para o Ocidente, onde hoje alcança grande popularidade. Em 1870, o papa Pio IX o proclamou "O Patrono da Igreja Universal" e, a partir de então, passou a ser cultuado no dia 19 de março. Em 1955 Pio XII fixou o dia 1º de maio para "São José Operário, o trabalhador". Apesar de ter grande importância dentro da Igreja Católica, o nome de São José não é muito citado dentro das fontes bibliográficas da Igreja, sendo apenas mencionado nos Evangelhos de S. Lucas e S. Mateus. Descendente de Davi, São José era carpinteiro na Galiléia e comprometido com Maria. Segundo a tradição popular, a mão de Maria era aspirada por muitos pretendentes, porém, foi a José que ela foi concedida. Quando Maria recebeu a anunciação do anjo Gabriel de que daria à luz ao Menino Jesus, José ficou bastante confuso porque apesar de não ter tomado parte na gravidez, confiava na fidelidade dela. Resolveu, então, terminar o noivado e deixá-la secretamente, sem comentar nada com ninguém. Porém, em um sonho, um anjo lhe apareceu e contou que o Menino era Filho de Deus e que ele deveria manter o casamento. José esteve ao lado de Maria em todos os momentos, principalmente na hora do parto, que aconteceu em um estábulo, em Belém. Quando Jesus tinha dois anos, José foi novamente avisado por um anjo que deveria fugir de Belém para o Egito, porque todas as crianças do sexo masculino estavam sendo exterminadas, por ordem de Herodes. José, Maria e Jesus fugiram para o Egito e permaneceram lá até que um anjo avisasse da morte de Herodes. Temendo um sucessor do tirano, José levou a familia para Nazaré, uma cidade da Galiléia. Outro momento da vida de Cristo em que José aparece na condição de Seu guardião foi na celebração da Páscoa Judaica, em Jerusalém, quando Jesus tina 12 anos. Em companhia de muitos de seus vizinhos, José e Maria voltavam para a Galiléia com a certeza de que Jesus estava no meio do grupo. Ao chegar a noite e não terem notícias de seu filho, regressaram para Jerusalém em uma busca que durou 3 dias. Para a surpresa do casal, Jesus foi encontrado no templo em meio aos doutores da lei mais eruditos, explicando coisas que o deixavam admirados. Apesar da grande importância de José na vida de Jesus Cristo não há referências da data de sua morte. Acredita-se que José tenha morrido antes da crucificação de Cristo, quando este tinha 30 anos.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Educando os Filhos para a Santidade

 

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       Daqueles que nos foram confiados é o nosso desafio maior como cristãos de hoje.
      Com certeza você é um (a) educador(a) que deseja aprofundar-se nesta grande missão de educar seu(s) filho(s) para a santidade!
       O mundo está cheio de teorias, jogos, fantasias e ilusões... Cheio de métodos atraentes mas que não nos formam a respeito da razão de nossa existência e muito menos se preocupa em nos direcionar para sermos o que Deus quer que sejamos.
       Quando se fala de santidade, muitos têm uma reação de surpresa, pois entendem que santidade não existe e que nem é para eles. Devemos começar a entender que não se trata de uma n

- Levar os filhos para Deus é missão inerente a todos aqueles chamadas à paternidade.
      Mas deparamo-nos atualmente com um mar de conceitos e modismos que muitas vezes nos confundem, exigindo, pois, que estejamos bem arraigados nos valores evangélicos.
      Zelar pela vida eterna

ovidade ou conceitos longe de nós, impossível de viver.
       A santidade é um germe que está em nós desde que nascemos e que precisa ser desenvolvido. Não é algo que vou adquirir, mas está em mim. Sem dúvida que, ao observarmos o que nos cerca, o mundo que vivemos, temos a covardia de não crer e não assumir essa realidade para nós e acreditamos, às vezes, que até para "nossos" filhos isso não funciona.
Porém, esquecemos de que é Deus quem nos faz ser quem somos. É Deus que, em Seu plano original, nos diz que sejamos "Santos e irrepreensíveis diante de Seus olhos" (Ef 1,4). Não diante dos olhos do mundo, mas santos diante dos olhos de Deus.
      Nós nos acomodamos muitas vezes aos modelos do mundo, aos ídolos, super - heróis, e tantos outros e não permitimos que nossas crianças sofram e descubram "o modelo" de Deus para elas. Nem sequer nos permitimos tal modelo, pois desconhecemos e ignoramos o Projeto de Deus para toda humanidade. Porém, nosso filhos necessitam do referencial santo; o mundo precisa de santos para que, cada vez mais, sejam abertos os espaços da vida verdadeira, vida com sentido.

     Conduzir para Deus


       Muitos crêem que santidade é só para São Francisco, Santa Teresa, Santa Clara, Etc., e não percebem que, embora para a santidade todos tenham sido chamados, poucos têm correspondido. Nós nos privamos de uma autêntica experiência com o Amor de Deus e privamos nossos filhos.
        Educar para a Santidade é, sobretudo, educar para Deus. Permitir às nossas crianças experimentar de modo concreto e vivencial o Amor de Deus. Não se trata de uma obrigação ou normas a seguir, mas de uma experiência pessoal, de colocá-las no "caminho" que leve ao Amor.
       O mundo com suas ofertas variadas tem distanciado as crianças de Deus e, desse modo, elas crescem inseguras, depressivas, revoltadas, dispostas a se lançar em todo e qualquer tipo de experiência.
Se isso não ocorre na adolescência, ocorre anos mais tarde quando casados, e até na velhice... Esta missão confiada aos pais requer da parte deles, a consciência de que "Sem Deus, nada de bom, de santo de duradouro podemos fazer", mas que "tudo podemos se permanecermos naquele, que nos fortalece" (Fil 4,13). Ter a coragem de dizer não às inúmeras ofertas e escolher o mínimo, mas agradável aos olhos de Deus, é a personalidade firme e fiel dos Santos. Saber que não é preciso se angustiar, pois, Deus basta!!!

Zelar pela Educação

Precisamos ser santos e educadores para a santidade. Somente as mentes sãs saberão distinguir o que é limpo e reto em meio a tanto lixo e tantos desvios. Nossas crianças precisam de bons testemunhos, testemunhos de quem não deixa levar pelas mentes corrompidas e egoístas, mas que tem o modelo de Deus, de Jesus, que vive e se revela no coração e na vida dos que O acolhem. É Jesus quem vai nos ensinando e nos tornando verdadeiros educadores, é nele que somos santos.
Porém, ao nos omitirmos, o mundo vai, naturalmente, tomando espaço na educação de nossos filhos e a base que deveríamos dar ser torna fragilizada pelos valores que eles vão absorvendo. Esta missão, de educar para a santidade, não é só por um período de tempo, mas é para toda a vida. É amor sempre, e o amor exige cuidado e zelo constantes.
Não devemos limitar o poder de Deus em nossas vidas e na vida de nossas crianças, mas dar ampla abertura para que Deus nos conduza à Sua vontade, que é sempre amor e felicidade para nós.
A Palavra de Deus nos forma, nos esclarece, nos comunica o Caminho, a Verdade e a Vida. No entanto, para nos enchermos de Sua Palavra e instrução, é preciso buscar viver o equilíbrio em Deus, que dará a nós e a nossos filhos, valores e eternos, que não passam. Isso é simples, é só querer!
        Enquanto Deus instrui os corações de Seus Filhos, nós fazemos o nosso papel para sedimentar e desenvolver a obra de santidade.
Temos um longo caminho a percorrer, mas só o faremos, alimentados por Deus, caso contrário largamos, pelo caminho, a responsabilidade e a missão que a nos foi confiada e que nenhum outro poderá executar.
Aceitar o desafio de ser Santo é dizer sim a Deus e se dar o direito de ser feliz. Dê esse direito a seu filho, eduque-o para Deus, tenha coragem de optar pelo eterno, ainda há tempo, pois ainda existe vida e você e nele e Deus é poderoso para santificar tudo e todos como estamos, Ele é o dono da vida.
Nossas crianças não são nossas, são de Deus.

Como educar meus filhos com sabedoria?

 

         Vivemos tempos difíceis, quando buscamos uma solução para enfrentar a rebeldia da juventude. Muitas crianças, adolescentes e jovens se rebelam contra seus pais. Qual seria, então, o caminho para os conflitos atuais e como enfrentá-los de modo cristão?


       O ‘não’ na vida de uma criança é tão importante quanto o ‘sim’. Dizer ‘não’ indica que a liberdade tem limites. Vivemos um tempo em que a liberdade sem limites é propagada e tudo parece ser permitido. Mas a realidade mostra que liberdade sem limites se torna prisão. O ‘não’ educa a criança para a vida, mostra a ela que até determinado ponto pode-se ir, mas ultrapassar aquele limite é perigoso.

       Dizer ‘não’ significa ensinar às crianças que nem na vida tudo é permitido. O fato de receber um ‘não’ amadurece a criança, o adolescente e o jovem para a vida. Quem nunca ouviu um ‘não’, quando se deparar com ele fará birra, esperneará e rolará pelo chão. Essa cena é comum em muitos locais. O ‘não’ educa, desde que seja pronunciado com amor.

       Não é raro muitos pais gastarem o salário de um mês suado de trabalho com as roupas mais caras para seus filhos. No desejo de atender às solicitações dos pequenos, usam todo o dinheiro em uma calça ou um tênis. No entanto, nunca têm tempo para perguntar aos filhos como estão na escola, quem são seus amigos ou se estão passando por alguma dificuldade.

       A calça, por mais cara que seja, um dia vai rasgar. O tênis, com o tempo, vai se desgastar. O brinquedo, mais cedo ou mais tarde, vai quebrar. No entanto, há valores que permanecem para sempre no coração dos filhos.

       As frases: “Eu te amo”, “Você é importante para mim”, “Em que posso ajudá-lo?” ficam para sempre gravados no coração dos filhos. Isso não significa que os presentes não possam ser oferecidos, mas quando eles ocupam um lugar de valor essencial para a saúde emocional de um filho, está na hora de rever alguns conceitos.

       Hoje, muitos lares estão enfrentando as “inversões de papéis”, pois a autoridade é concedida a alguém que passa a ocupar um lugar que não é seu. É muito comum vermos cenas em que crianças assumem o papel de pai e mãe dentro de uma família. Talvez, por medo de magoar os filhos, muitos pais vão concedendo às crianças uma autoridade que ainda não é o momento de experimentarem; assim, crescem “mandando” nos pais.

       Chega um determinado momento em que a voz dos pais se cala, e a criança, o jovem ou a adolescente, é que dita as regras dentro do lar. O pai e a mãe agora são reféns das vontades e manias de uma criança de cinco anos ou de um adolescente que exige que todos os seus desejos sejam respeitados e realizados. É preciso cuidado nesses casos! Se uma criança de cinco anos “manda” dentro de casa, imaginemos o que não fará quando tiver seus quinze anos de idade. É preciso estabelecer os papéis de maneira correta dentro da família, e todos saberem quem é o pai, a mãe e o filho.

       Nas Sagradas Escrituras lemos: “Não se deixem enganar: ‘As más companhias corrompem os bons costumes’” (1 Cor 15,33). Hoje, muitos pais não sabem quem são os amigos e amigas de seus filhos. Esses mesmos pais, por vezes, se perguntam: “O que fiz de errado na educação dos meus filhos? Sempre os levei para a Igreja, mas agora estão em um caminho errado…”. Diante dessas questões que afligem tantos pais e mães, é preciso saber com quem os filhos estão andando. Quem são os amigos dos seus filhos? Quais influências eles exercem sobre suas crianças? Amigos que caminham nas trevas também levam outros para o mesmo caminho. Por isso, sempre será necessário que os pais conheçam os amigos de seus filhos e os oriente sobre o perigo de se envolverem com quem caminha longe da luz de Deus.

 

Padre Flávio Sobreiro